Por que repentinamente você está preocupado em parecer idiota?
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Summer Love
Ela sabia que não duraria. Sabia que não era mais um falso "para sempre". Era apenas um "até o final desta semana". Sabia, mas entregou-se e mergulhada naquela nuvem verde que bloqueava a visão do quarto quente, perdeu a razão em manter-se serena. Ultrapassou os limites das próprias convicções em prol do inesquecível. Ignorou a impossibilidade do caso evoluir e seguiu em frente como quem corre sem parar ao ver o oásis no deserto. Miragem. Nada mais que isso. Uma clareira luminosa que encontrou na escuridão, uma estrela do oriente em meio ao concreto do Sul. Será magia, miragem ou milagre? Era tudo. Junto. Intenso e imenso. Belo e puro. E rápido. Rápido o suficiente para tornar-se inesquecível. Sabe grandes celebridades que morrem cedo? Os bons não duram para sempre. Nem muito. Foi como havia de ser, foi como havia sido desejado, planejado, sonhado. Um delírio. Sob o sol do fim da tarde.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Capadócia
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Jorge sentou praça, na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
Sou da sua companhia
Eu estou vestida com as roupas
E as armas de jorge
Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo
O meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Floresceu
Nasceu. Surgiu. Desabrochou. Apareceu. Bem que ouvi que era como um rio, que deita a relva suavemente. Foi como uma lâmina, deixando minha alma sangrar. Foi fome, uma necessidade de dor sem fim. Hoje é flor que eu mesma plantei. O coração com medo de quebrar, que nunca aprendeu a dançar, foi sonho com medo de acordar. O primeiro que não pode ser pego, tudo que não pode ser mostrado. E minha alma com medo de afundar, pareceu nunca aprende a viver. Foi quando a noite aconteceu, vindo sozinha e com pés cansados de uma estrada muito longa, pensei que tudo era apenas para os sortudos e os fortes. Mas foi então que, no inverno passado, embaixo da neve triste, dormiu a semente que o sol ama e no verão ela se transformou em rosa.
Feliz 2012. Doce.
sábado, 31 de dezembro de 2011
The End.
2011 foi um ano de fins. E olha só que ironia: o próprio fim dos fins! Eu gostaria que muita coisa tivesse sido diferente, mas já sei que, sem meus erros, não teria adquirido tanta experiência e vivência. Apesar de fins lamentados, há um que permanece pulsando dentro de mim, mesmo após o fim.
Que 2012 seja um ano de começos. Começar a amar mais, viver mais, ler mais, cuidar mais - de si, de quem se ama, do que se quer - e, principalmente, agradecer mais, afinal, você está aqui. E livre.
Viva!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Parecendo que o dia principiava uma ponta de nostalgia, mas já era um outro alguém chegando. A voz não tava clara, pressentimentos são confusos como violão que desconhece a melodia. Era como se precisasse elaborar antes de tudo, o sentimento que ela ia trazer, aquela voz. Então, ela determinou com a convicção de alguém que quer parar de beber, de sofrer, de fumar, de comer carne ou de qualquer coisa que incomode de algum jeito, que seria apenas saudável e recíproco. Tava cansada dos olhos afogados na ausência de um perfume ou de uma espécie de lirismo estúpido, como sempre.(Percebeu o final do sufoco na mudança do foco). O que o dia queria dela, trazendo as cores do olhar do passado? Não queria mais aquilo. Tava cansada. Ficou lembrando cenas que nem quis contar porque deu raiva. Que se assim o fim, melhor que assim o fosse. Mas sabia mesmo é que o verde que viria, reflorestaria aqueles olhos de imensas esperanças. Achou boa a sensação que a imagem trouxe e guardou num gesto: fez um movimento de mãos no ar e trouxe pro peito. Sorriu e calou. (E os olhos permeados do mistério bom).
Marla de Queiroz
Estou segura de que existem tempo e surpresas suficientes para que as coisas tomem um rumo mais conveniente, ou pelo menos, justo. Eu me comprometi com o meu melhoramento e isto implica num escancaramento do peito pra enfrentar a vida com sensatez, sem exacerbar ou supervalorizar o desconforto. Então, eu amplio o meu coração para que a gratidão de poder cumprir minha missão com todas as adversidades, apesar e por causa delas, tome conta de todo o meu ser. E que reforce em mim a ousadia e a coragem.
Que nada me tire o poder de criar. É só o que peço. O resto eu agradeço larga e profundamente…
Marla de Queiroz
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
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