terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Love Hurts







Apenas pare de se machucar,
Dizendo para não tentar, que algum dia… vai passar.
Porque te enganas?
Porque não me chamas?
Se as chamas desse mistério, apagou.
Cinzas,
Aqui restou.
O vento entrou, ficou, soprou.
Nada sobrou.


rafael iotti


domingo, 18 de dezembro de 2011

E sobre a festa do meu aniversário?








New Rules




To every thing, turn, turn, turn,
There is a season
And a time to every purpose under heaven
A time to be born, a time to die.
A time to plant, a time to reap.
A time to kill, a time to heal.
A time to laugh, a time to weep.
A time to build up, a time to break down.
A time to dance, a time to mourn.
A time to cast away stones
A time to gather stones together.
A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace.
A time you may embrace.
A time to refrain from embracing.
A time to gain, a time to lose.
A time to rend, a time to sew.
A time to love, a time to hate.
A time for peace, I swear it's not too late.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

último dia




Amanhã será 16 de dezembro de 2011 (JÁ!). Amanhã será meu aniversário. 20 anos. Um amigo meu me disse que a parte mais triste é nunca mais ter "deze...", talvez a tristeza venha por essa fase DEZ... ter passado. Esse ano foi intenso, como todos os anos da minha vida já foram. Mais dois semestres na faculdade. Mais um emprego que se foi. Mais novas entrevistas que vieram. Mais um namoro que chegou ao fim. Muitos amigos feitos pelo caminho. E bons, muito bons. Perdas e ganhos. Conquistas e derrotas. Como sempre foi, sempre será. Ganhei uma carta ontem, quase anônima, ironizando o quanto tudo sempre é mais difícil e melodramático pra mim, mas me lembrando o quanto isso me torna mais forte - e louca, achando que infinitas-possibilidades é filosofia de vida. E não é? 

O que começou com um verão daqueles inesquecíveis, passou por problemas financeiros (que permanecem), por show mais esperado de todos, punk como way of life, sextas geladas em um bar molhado terminando em muito chororô de bossa-nova. Me abracei em Maysa e Amy, chorei pela dor de nós três. Alguém me disse que era preciso exorcizar a dor e, certamente, mpb nunca foi tão salvadora da pátria. "Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor", aprendi a respeitá-la. Aprendi a não desistir. Aprendi que era melhor deixar ir. A perda, o fim, o escuro da solidão me fez cair ao mesmo frio relento do qual já provei, mas, também, me fez dar passos maiores que meus próprios sonhos. Me descobri mais madura e mais forte, sim. Descobri que o mundo lá fora realmente existe e é muito melhor do que eu imaginava. Descobri o Rio. Descobri o carioca. A praia, o suíngue até no jeito de olhar. Descobri que as possibilidades podem virar realidades e que experiências são melhores do que materialismo.

Perdi o rumo. Perdi o norte. Perdi a cabeça. Bebi, mesmo sem saber. Fugi, mesmo sem ter pra onde. Voltei, mesmo não devendo - mas só pra pegar minhas coisas e ir embora. Aceitei meu caso sério comigo mesma. Fiz um novo blog. Conheci novos timbres. Novos rostos. Novos braços. Mas a tristeza não tem fim, felicidade sim. Olhei de novo e percebi que não merece o afago nem de Deus nem do Diabo. Saí correndo. Antes tarde do que nunca. 

Laços feitos e desfeitos nunca foram tão intensos. Principalmente os feitos. Construí uma nova família, com Muito Amor. Conheci a franqueza de um Chuck, o idealismo de um Bass, a improbabilidade de um Bobby, a inocência de um Tony, as novas galáxias de um astronauta. Aprendi a rir da própria Psicose, me virar na própria via láctea, que não tinha nada de Wonderland. Irmãos nunca foram tão Hermanos. Fotografias, tão detestáveis, a capacidade de guardar momentos só pra mim tornou-se um privilégio acordado com a minha eternidade. Marthas, Tom, Joãos, Natálias, Clarices, Iottis, Chicos... nunca estiveram tão certos.

19 anos. Continua sendo a lei da selva, Dibob, mas com a vida mais wild.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Veja bem de cara nova (de novo!)








i'm watching you!

Teu Nome É: Ba-ba-ca









"Já faz quase três anos", ele disse, num tom simpático. "Não é possível que você ainda tenha raiva de mim!"


"Bom...", tentei contra-argumentar, "não é que eu não goste de você... mas odiar é uma palavra forte, você não acha?"


"Como assim, eu não falei odiar."


Prossegui, sem prestar muita atenção no que ele dizia: "Ninguém aqui tá falando de nojo. Eu não sinto ânsia de vômito toda vez que alguém menciona seu nome numa conversa de bar."


"Quê?"


"Não é que eu olhe pra você e queira socar essa sua cara estranha e desproporcional até ela ficar ainda mais estranha e desproporcional, se é que isso é possível. Quer dizer, eu disse em algum momento que sentia vontade de cuspir em cima de você, com catarro e tudo? Peraí também, né?! Vamos ser sensatos. Não é como se eu desejasse que seu corpo entrasse em algum tipo de combustão interna e você explodisse e começasse a pegar fogo do nada. E depois você ficasse correndo de um lado pro outro, em chamas, urrando de dor, feito um demente dos infernos, que de fato você é. Seu demente dos infernos."


Ele ficou mudo.


Eu sorri e dei dois tapinhas em seu ombro, como quem diz "desejo tudo de melhor pra sua vida". Vocês sabem, não sou de guardar rancor.




via, claro, Adorável Psicose


Green Green Green



É verde por todos os lados. Por natureza, simples, único, incomparável. Por genética, charmoso e lindo. Pela beleza, por dentro e por fora. Pela cultura que mais ninguém tem. É tão singular que, às vezes, preciso beliscar-me para atestar minha realidade - apesar de meus sentidos sempre estarem perdidos quando estamos em contato. Por ser madrugada, por ser bom demais pra ser verdade. Estamos envolvidos pelos mesmos ideais e pela mesma distância, que quase desaparece em tanta semelhança. Uma nuvem, que nos faz emergir e sobrevoar nossos cotidianos, também verde, não nos deixa esquecermos um do outro. Não nego que seja déjà-vu e também não estou me referindo à situações recentes... falo em outros tempos, coisas até não vividas, ou sim, mas impossíveis de se comprovar. Só nós podemos dizer que isso é verdade. Só nós podemos acreditar. Só nós. Inseridos em mundos tão diferentemente iguais. E não poderia ser diferente. Não comigo. Afinal de contas, um amor impossível só se cura com outro. Igual. Impossível.